Janaína Conceição Paschoal e o teatro do GOLPE



Janaína Conceição Paschoal. Mulher. Advogada. 40 anos. Professora do Largo São Francisco. Livre Docente em Direito Penal.

Assina, em conjunto com dois juristas renomados no país (Hélio Bicudo e Miguel Reali Junior), denúncia contra a Presidenta da República. Utiliza, em meio a termos técnico-jurídicos, falas exaltadas, choro, Deus, patriotismo. Fala como cidadã preocupada com o futuro da nação, como aquela que personifica o bastião da justiça, que vai lutar contra o mal, que será a heroína que o povo brasileiro anseia. Como advogada, defende seu cliente (“o povo brasileiro”) com paixão.

Faz exatamente o papel para o qual foi contratada, desempenha muito bem a personagem de brasileira indignada com a corrupção e com o governo que se utiliza de expedientes criminosos para legitimar gastos excessivos.

Não passa de um fantoche, que recebeu 45 mil reais para colocar seu nome na história do país como colaboradora do GOLPE. Não era mais do que uma desconhecida há poucos meses, mas que hoje, certamente, diante da notoriedade, aumentará, consideravelmente, sua carteira de clientes, especialmente, em Brasília, onde lhe pagarão por um parecer, muito mais do que o PSDB pagou.

Não há como manter a pose de Justiceira por muito tempo, não apenas pelo fato de ter sido paga pelo partido que perdeu as eleições para elaborar a tese do impeachment, como também pelo fato de ser de conhecimento geral que os políticos responsáveis pelo julgamento do processo são mais corruptos do que a própria ré.

Quando estamos diante de um processo judicial ordinário, perante o Poder Judiciário, existem duas partes e os advogados desenvolvem teses para dar sustentação às suas alegações, sempre com parcialidade, posto que defendem os interesses dos clientes. Cabe ao Juiz a imparcialidade e aplicação da lei ao caso concreto.

No entanto, o órgão responsável pelo julgamento do impeachment não é o Poder Judiciário, mas o Legislativo. Não é um processo judicial, mas político. Os Senadores (juízes) não serão imparciais. As teses técnico-jurídicas bradadas pela Dra. Janaína são apenas maquiagem para encobrir as articulações políticas que culminarão com o GOLPE. As leis, assim como o Estado, têm lado e o lado nunca será o nosso, do povo.

Muito triste ver uma mulher inteligente, com uma carreira sólida e promissora, se vender para tirar do poder a primeira presidenta do país e colaborar ativamente para esse capítulo nefasto da história. Ela pode exaltar a Constituição, pode chorar pelas criancinhas do país, pode se descabelar, gritar, rodar a bandeira, matar cobra à paulada, nada disso tirará dela a desonra de ter feito parte do GOLPE, orquestrado pelos partidos oposicionistas e oportunistas, nada disso tirará dela a imagem de GOLPISTA!

Matérias ilustrativas, em especial, um artigo da mesma para o site do PSDB em 2012, a respeito do mensalão.





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